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Faltam 20 dias para o início da expedição relacionada ao Projeto Nazca!
Meu planejamento para esta viagem vem de meses, a intenção de fazê-la vem de anos.
Contra tudo e contra todos decidi fazê-la sozinho, não por opção, mas por falta de companhia. Conheço muita gente que gostaria de fazê-la comigo, mas não tem condições, conheço também muita gente que tem condições, mas que não gostaria do desafio. É sempre assim...
Já realizei outras aventuras sozinho e parto do princípio que um bom planejamento é o suficiente para se dar bem, mesmo contando com imprevistos e contratempos.
Já tinha me conformado com a idéia de enfrentar a cantadela sozinho, contudo, faltando dois meses para a viagem um amigo me liga dizendo que gostaria de realizar o projeto junto comigo, era o Dario.
Ele me perguntou se era possível fazer essa viagem com uma Strada 200 cilindradas, eu disse que era arriscado, pois enfrentaríamos desertos e muita estrada de terra, mas ele insistiu dizendo que conhecia bem a moto e que tinha confiança total. Muito bem, mesmo que a viagem se tornasse mais lenta por causa desse fator, ainda assim era muito melhor do que viajar sozinho.
O rapaz se desdobrou para providenciar todas as documentações e equipamentos necessários para se fazer uma viagem como essa, e olha que não são poucos: Passaporte, carteira internacional de habilitação, vacinação contra febre-amarela, cartão internacional de vacinação, seguro internacional carta-verde, capacete, luvas, calça e jaqueta de cordura, botas, alforjes, dentre outros...
Há uma semana da partida fomos providenciar o seguro internacional carta-verde e descobrimos que só existia uma seguradora que o fazia aqui no Brasil, era a "Magna Corretora de Seguros", de Curitiba. Pior que isso, descobrimos que eles não faziam o seguro para motos com menos de 250 cilindradas! Por um momento me vi viajando sozinho novamente, mas Dario não desistiu e disse que compraria uma Falcon igual a minha para podermos viajar, mesmo que fizesse infinitas parcelas para pagá-la. Então, depois de alguma pesquisa, ele descobriu que quando a motocicleta está alienada, é preciso uma autorização do banco para sair com ela do país, ele teria que enviar documentos para serem carimbados em Brasília e não tínhamos tempo para isso. Quanta complicação, nesta altura do campeonato, ele não podia se render, então ele conversou com seu pai e entrou num acordo, os dois comprariam juntos a moto e depois da viagem, Dario a venderia para pagar o que devia ao pai. Excelente. Depois disso enfrentou mais alguns desdobramentos para licenciar o veículo, colocá-lo no seguro nacional e só então providenciar o seguro internacional carta-verde. Tratamos de adequar a moto para a viagem, exatamente do mesmo jeito que eu tinha feito com a minha, trocando carenagens, tanque de maior capacidade, etc... Pois é, se tivesse sido fácil não teria graça, o importante agora é que estamos prontos para partir, bastante ansiosos, mas preparados.